Para Aécio, cortes demonstram discrepância entre discurso durante eleição e a realidade

Na avaliação do senador Aécio Neves (PSDB/MG) os cortes anunciados pelo governo federal no Orçamento Geral da União demonstram uma grande discrepância entre o discurso da presidente Dilma, durante as eleições, e a realidade do Brasil de hoje. “O governo enxuga os gastos com uma mão e insufla com outra. Esses cortes apresentam uma enorme incoerência. O corte de 40% no programa Minha Casa, Minha Vida, foi um grande exemplo das promessas enganosas”, disse.

Para Aécio, os problemas que o Brasil vive hoje foram criados pela mesma equipe econômica que ajudou a inflar os gastos públicos no passado. “O governo mais uma vez maquia dados, se enrola com mecanismos de contabilidade e começa a passar uma desconfiança para o mercado”, alertou.

Já o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), classificou os cortes promovidos pelo Governo Dilma de “injustificáveis” e desmoralizantes para o Congresso Nacional, durante debate na rádio CBN com o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira(SP).

Segundo Sérgio Guerra, o autoritarismo do Governo desmoraliza o Congresso Nacional. “Por que cortar as emendas dos parlamentares e nada do Governo e seus ministros?”, questionou o presidente tucano. Ele ponderou que as emendas não são de deputados ou dos senadores, mas da população, que fica prejudicada.

Sérgio Guerra criticou o fato de o PT esconder a gastança que fez durante a campanha presidencial para eleger a sua candidata. “Eles disfarçaram essa gastança de várias formas e agora não estão sabendo como enfrentar esse desafio fiscal”. Considerado um dos experts em matéria orçamentária no Congresso Nacional, ele acusou o Governo Dilma de fazer espuma usando a crise fiscal como pretexto para cortar as emendas parlamentares.

“Não cortaram nada no Executivo e nos ministérios, aliás, não existe corte, mas contigenciamento, o resto é espuma de marqueteiro”, afirmou o deputado, deixando sem resposta o líder petista. Afinal, Paulo Teixeira não detalhou onde o Governo cortou na própria carne. O presidente do PSDB observou ser uma contradição o Governo cortar um orçamento que ele próprio aprovou em dezembro do ano passado, com sua maioria no Congresso.

Diante da declaração do líder do PT de que o orçamento foi superestimado, Sérgio Guerra contestou: “A crise não tem nada a ver com os cortes. De dezembro até fevereiro nada aconteceu de extraordinário na política macroeconômica”.

O presidente do PSDB alertou ainda que o PT, no poder, tem o hábito de fazer contingenciamento no início do ano e no final empurra os chamados “créditos extraordinários”, que são aprovados de forma apressada e com o Parlamento enfraquecido.

Fonte: Com informações da Agência Tucana

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