Senador Aécio Neves recebe representantes das centrais sindicais

O senador Aécio Neves recebeu nesta terça-feira, dia 15, representantes das centrais sindicais para discutir a votaçao do novo salário mínimo. Senadores e deputados do PSDB também participaram do encontro.

Ouça entrevista do senador após encontro

http://www.psdb-mg.org.br/midias/download/id/3065 http://www.psdb-mg.org.br/midias/download/id/3066

Abaixo, leia transcrição da entrevista

Sem revisão

O PSDB vai apoiar a proposta do PDT e das centrais de um salário de R$ 560?

Senador Aécio Neves – Na verdade, eu estou tendo um prazer enorme de receber aqui lideranças das principais centrais sindicais que trazem um apelo, na verdade, aos partidos de oposição para que nós pudéssemos unificar nossa ação em torno da proposta do salário de R$ 560. O PSDB tem uma posição em torno do salário de R$ 600, coerente com aquilo que foi colocado na campanha eleitoral, mas eu levarei à bancada a discussão de um plano B. Se for derrotada a proposta de R$ 600, e nós temos a noção clara das dificuldades para o seu avanço, eu acho que é muito importante que o PSDB se reencontre com setores importantes e representativos dos trabalhadores brasileiros em torno de uma proposta que seja consensual. Nós teremos conversas ainda hoje e amanhã ao longo do dia, a matéria está na Câmara, portanto a primeira iniciativa é da Câmara, e eu acho possível o PSDB dar os argumentos claros pelos quais defende o salário de R$ 600, e eles existem, mas, em derrotada essa proposta, os partidos de oposição não deveriam se dispersar, mas construir um consenso em torno da proposta defendida pelas centrais sindicais e pelo PDT aqui representados hoje.

O governo argumenta que faz todo um ajuste fiscal. É coerente nesse momento votar um salário maior do que o governo propõe?

AN – Algum avanço em torno da proposta do governo eu acho claramente possível. O governo vem tendo recordes sucessivos de arrecadação, a situação econômica hoje é muito melhor do que a do passado, em função não apenas de um governo – eu quero reiterar mais uma vez – mas de vários governos, e há, sim, espaço para uma negociação no Congresso. Não acho correto também que o governo faça disso uma queda de braço, um cavalo de batalha. E a proposta apresentada pelas centrais sindicais me parece absolutamente razoável.

O senhor vê chance de o governo ganhar, de o governo aumentar a proposta?

AN – Eu acho que existe espaço para uma negociação em torno de algo acima dos R$ 545. É o primeiro teste do novo governo no Congresso, eles têm uma maioria ampla, mas em matérias como essa costuma falar muito o sentimento das ruas, o sentimento daqueles que trouxeram para cá os parlamentares. Portanto, eu acho que há espaço em torno de uma negociação e quem sabe no último momento pode contar até com a participação do próprio governo. O que eu acho importante é as oposições se aproximarem dos movimentos sindicais para tentarmos aqui uma atuação conjunta e, portanto, mais vigorosa.

A idéia é apoiar as centrais?

AN – O PSDB tem compromisso com a proposta o salário mínimo do R$ 600 e, do ponto de vista técnico a maioria da bancada está convencida de que é possível defendê-la. Mas o realismo da política nos orienta a ter alternativas e o sentido dessa reunião foi exatamente esse, buscarmos alternativas para não ficarmos numa posição de isolamento. O sentimento que eu colho tanto da Câmara como do Senado, estiveram aqui também líderes da Câmara do DEM e do PSDB, é esse: pode-se avançar, em derrotada a proposta de R$ 600, que continuará a ser a proposta do PSDB, um entendimento em torno dessa proposta das centrais sindicais e de alguns partidos de oposição, como o próprio DEM, de R$ 560. A questão está agora na Câmara. O nosso objetivo é sempre buscar que, mesmo antes dessas questões chegarem ao Senado, termos uma posição comum das lideranças e das bancadas da Câmara com as do Senado. Então, esse já é o encaminhamento dessa questão já na sua fase no Senado. Vamos ficar com a posição de R$ 600 até quando ela for possível, mas vamos centrar esforços para que haja uma união, onde nós temos mais chance de aprová-la que é a de R$ 560.  Eu dizia algum tempo atrás: acho que o PSDB tem que buscar, sempre que possível, a interlocução com movimento da sociedade, com os movimentos sindicais. Acho que tudo isso é parte da reorganização do partido. Independentemente do resultado objetivo dessa votação, reabrir a interlocução com os segmentos sindicais, para um partido social democrata, é muito importante. Essa foi uma oportunidade para isso.

O ex-governador Serra disse que tecnicamente é defensável R$ 600. o senhor já viu os argumentos?

AN – Os técnicos do partido acham que sim, mas eu não quero entrar nessa discussão. Houve apresentação de técnicos do partido à bancada da Câmara que se convenceu de que é possível.  Eu estou tentando encontrar um caminho político para o partido, com o menor desgaste possível. Eu acho que o partido tem condições de defender essa proposta mas acho que não podemos, no caso de ela ser derrotada, ficar numa posição quixotesca apenas, de marcar posição. Acho que, respeitando a posição de campanha do governador Serra, vamos apoiar a proposta, mas vamos pensar num segundo momento.  E esse segundo momento é uma aliança com os movimentos sindicais que defendem a proposta de R$ 560 e que tem, mesmo que remota, alguma chance de vitória. Eu acho que a abertura, isso é em mais lato senso, de uma interlocução mais próxima com os movimentos sindicais e os partidos de oposição que pode derivar para outras questões que vão ser discutidas aqui, como correção da tabela de imposto de renda, que virá após o salário mínimo. Abriu-se uma interlocução.

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