Para tucanos, discurso de Dilma no Congresso foi vazio e não passou de uma carta de intenções

Foto Rodolfo Stuckert / Agência Câmara

Parlamentares do PSDB consideraram superficial e meramente protocolar o pronunciamento feito pela presidente Dilma Rousseff na abertura dos trabalhos legislativos nesta quarta-feira, dia 2, no Congresso. “Ela fez um discurso sem muita densidade do ponto de vista de compromissos”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP). Para o líder da Minoria na Casa, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG), o pronunciamento foi marcado pela obviedade. “Todo o Congresso esperava um plano estratégico, sobretudo para as questões mais fundamentais para a vida do brasileiro”, reprovou.

Senadores tucanos que acompanharam a fala da petista também não gostaram do que ouviram. Para Aécio Neves (PSDB/MG), o discurso foi vazio de conteúdo. “É um belo conjunto de boas intenções, não muito diferente do que o presidente Lula fez há oito anos. Ouvi com respeito, mas vou guardar meus aplausos quando estas promessas se transformarem em ações, sobretudo em relação às reformas”, avaliou o tucano à Agência Estado.  Para o ex-governador de Minas Gerais, faltou, por exemplo, qualquer menção ao fortalecimento de estados e municípios.

Ouça entrevista do senador Aécio Neves

http://www.psdb-mg.org.br/midias/download/id/3040

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) também reclamou da falta de propostas concretas. Para o tucano, a defesa da petista de uma política de longo prazo para o salário mínimo tem o objetivo de tirar o foco da discussão de um aumento maior do que os R$ 545 defendidos pelo governo para 2011. A mesma agência de notícias, o tucano também ironizou as promessas feitas no discurso. “Continua tudo sem sentido, vazio, uma carência de rumos concretos e muitas promessas. Faltou só anunciar a cura do câncer”. Para o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), o desafio é transformar as palavras em atos. O tucano também considerou fracas as referências sobre a reforma tributária e o salário mínimo.

Além da superficialidade, os parlamentares do partido apontaram outros problemas no pronunciamento da petista. Duarte Nogueira lamentou a falta de reconhecimento às mudanças sociais e econômicas no país iniciadas desde o governo de Itamar Franco, recém-empossado senador. “Ela não teve a grandeza de reconhecer que a estabilidade da moeda e os ganhos da nossa economia, do poder aquisitivo e da melhoria da qualidade de vida começaram naquele período”, destacou.

Promessas requentadas sobre ações de combate a enchentes, de investimentos em infraestrutura e de apoio a reformas institucionais também foram lembradas pelos tucanos. “Apesar de estarem  governando o Brasil há mais de oito anos, os mesmos problemas estão sendo repetidamente diagnosticados, mas não solucionados”, apontou Duarte, ao se referir à promessa da petista de adotar ações preventivas contra as chuvas que assolam o país a cada verão. “Quanto à reforma política, ela podia ter apresentado algo muito mais consistente, mas fez apenas uma referência superficial, como já havia ocorrido outra vez em relação ao campo tributário”, completou Abi-Ackel.

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Fonte: Agência Tucana

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