Anastasia e Aécio visitam Santuário de Nossa Senhora da Piedade

Foto Omar Freire / Imprensa MG

O governador Antonio Anastasia e o senador eleito Aécio Neves participaram, nesta quinta-feira, dia 4, de uma cerimônia religiosa no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O governador foi agradecer e pedir uma benção para o seu governo e para todos os mineiros.

“Viemos aqui agradecer, mas também pedir a proteção de Nossa Senhora para os próximos anos para que continuemos governando Minas Gerais com sabedoria, com prudência, com equilíbrio”, disse o governador Antonio Anastasia, em entrevista, após receber a benção no Santuário.

Recebidos pelo padre Nédio Lacerda, reitor do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, o governador Antonio Anastasia falou da simbologia de visitar o local. Gesto que se repetiu nos momentos mais importantes da sua administração no Governo de Minas ao lado do senador eleito Aécio Neves.

“Recebemos o reconhecimento do povo mineiro daquilo que foi realizado nos últimos anos pelo governador Aécio Neves, depois no meu mandato, terminando o atual, e recebemos a confiança dos mineiros para os próximos quatro anos”, disse o governador.

Religiosos e turistas acompanharam a passagem dos dois pelo Santuário e assistiram a cerimônia religiosa. O governador Antonio Anastasia e o senador eleito Aécio Neves também se encontraram com o arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, que os cumprimentou pelo gesto de agradecimento e de reverencia a um dos monumentos religiosos e turísticos mais importantes de Minas Gerais.

Ouça entrevista do governador Antonio Anastasia 

Ouça entrevista do senador eleito Aécio Neves

Confira, abaixo, transcrição das entrevistas do governador Antonio Anastasia e do senador eleito Aécio Neves


Entrevista do governador Antonio Anastasia
Evento: Visita ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade
Local: Caeté
Data: 04/11/10
Assuntos: CPMF, Leis Delegadas, Secretariado e visita ao santuário

SEM REVISÃO
 
Governador, primeiro sobre a simbologia deste momento, agradecendo?
É verdade. Tivemos aqui, vocês acompanharam, o primeiro ato da nossa campanha, ainda no mês de julho, foi exatamente a nossa vinda aqui em Nossa Senhora da Piedade pedir, em primeiro lugar, proteção para que a campanha corresse bem, sem incidentes e graças a Deus alcançamos. Foi uma campanha bonita, graciosa, sem acidentes e é claro que viemos agradecer, até porque, mais do que isso, é uma campanha vitoriosa. Recebemos o reconhecimento do povo mineiro daquilo que foi realizado nos últimos anos pelo governador Aécio Neves, depois no meu mandato, terminando o atual, e recebemos a confiança dos mineiros para os próximos quatro anos e agradecendo também a vitória que foi dada aos nossos senadores Aécio e Itamar, ampla maioria na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados, na nossa bancada, ou seja, uma vitória completa. E viemos aqui, naturalmente, agradecer, mas também pedir a proteção de Nossa Senhora para os próximos anos para que continuemos governando Minas Gerais com sabedoria, com prudência, com equilíbrio.
 
Governador, a partir da volta do senhor dessa viagem ao exterior, nesta sexta-feira, uma semana, o senhor já volta anunciando o secretariado?
Não, anunciando não. Aí vamos passar a fazer as reuniões com as diversas bancadas, com as lideranças dos partidos que compuseram a nossa base política, que compuseram a nossa coligação partidária para, conversando com essas lideranças, começarmos a montar. Naturalmente, vai se dar em meados de dezembro.
 
Governador, ontem a presidente eleita Dilma Rousseff admitiu a possibilidade de discutir com os governadores eleitos e reeleitos uma eventual volta da CPMF, talvez não com esse nome, um novo tributo ou algo parecido. Como o senhor vê essa possibilidade, qual é a opinião do senhor sobre isso?
Em primeiro lugar, trata-se sempre de uma matéria do Congresso Nacional, onde o governo federal tem ampla maioria. Então, naturalmente, o governo federal deverá conduzir essas negociações. Quando a matéria foi discutida alguns anos atrás, três anos atrás, a maioria esmagadora dos governadores se posicionou publicamente a favor, tendo em vista a necessidade sempre de termos financiamento para a questão da saúde. E naturalmente será esse também o nosso comportamento, mas sabendo que é uma matéria de competência do governo federal por se tratar de uma contribuição federal. Naturalmente, a matéria ainda está começando agora, isso vai ser discutido à exaustão, mas não nos furtamos a discutir sempre com muito empenho para ajudar o país e o Estado.  
 
Concorda com a forma, governador, como a CPMF era cobrada, o senhor acredita que há proposição de um novo modelo para ser feito?
Naturalmente, tudo de tributo merece aperfeiçoamento permanentemente. Então, como a matéria ainda começou a ser discutida agora, foi aventada ontem pela senhora presidente eleita, então devemos aguardar os desdobramentos e as conversas que certamente teremos entre os governadores e com a presidente, porque naturalmente a liderança caberá a ela, tendo em vista que se trata de um tributo federal. 
 
Mas em princípio seria importante, governador, para o financiamento da saúde, porque a gente sabe que na época que a CPMF era cobrada nem todo o recurso arrecadado era investido na saúde.
Por isso mesmo se fala nesse aperfeiçoamento. É claro que sabemos, e isso foi muito claro durante a campanha eleitoral, não só em Minas, mas no Brasil como um todo, que há sempre a necessidade de termos um financiamento para a saúde. A saúde é a chamada política pública de demanda infinita, como sempre disse, ou seja, necessidade permanente de investimentos. Então é claro que esse tema tem que ser discutido. Agora, é óbvio que a matéria também será discutida pelos segmentos empresariais, pelos trabalhadores, pelas várias vozes que compõem a sociedade, e que tem eco no Congresso Nacional, que é o forum naturalmente competente para essa discussão. Porque os governadores não têm voto no Congresso. O governo federal tem a maioria, então vamos discutir permanentemente. Podemos sempre discutir de maneira autônoma e, certamente, com os nossos colegas governadores.
 
O que o senhor pensa de mudança administrativa, governador? O senhor enviou o projeto de lei delegada para a Assembleia, vem aí um choque de gestão terceira geração?
Na realidade, a administração pública, por sua natureza, ela é sempre dinâmica, ela precisa sempre de um processo de sintonia fina, de ajustes, em razão de novas demandas que surgem, de novos temas que ficam mais necessários, de outros que já foram atingidos. O choque de gestão teve a sua participação no primeiro mandato do governador Aécio Neves e foi extremamente exitoso, colocando as finanças do Estado em ordem. No segundo mandato do governador Aécio, que estou concluindo agora no dia 31 de dezembro, nós tivemos o Programa Estado para Resultados, também extremamente exitoso, tornou-se, inclusive, modelo para o Banco Mundial. E agora vamos iniciar um terceiro ciclo, que na realidade é o desdobramento desses dois, como está no nosso plano de governo. Tratando da questão das redes, dos investimentos que vamos ter, da percepção das pessoas em relação aos investimentos do governo, quer na área social, que é uma área muito importante para nós, quer na área de infraestrutura, quer na área de empregos. Eu disse durante todo esse período da campanha, uma obsessão que eu teria para a criação de empregos de qualidade para os mineiros, que está na base de todo o desenvolvimento, é que a verdadeira inclusão social se dá através de empregos de qualidade. Então, nós vamos ter um governo com esse objetivo. E temos que criar um desenho institucional que dê sustentação a essas propostas.
 
Em relação, ainda, ao secretariado. A maior parte dos atuais ocupantes das pastas vai continuar?
Isso nós não temos definição ainda, porque vai depender das nossas conversas, vai depender do que conversarmos com as bancadas, com os próprios secretários. É natural que, nós temos uma equipe de governo vitoriosa e, mais do que isso, aplaudida e reconhecida no Brasil e internacionalmente. Mas muitas vezes as modificações são necessárias, para recomposição, para novos esforços. Vamos ter o momento oportuno.
 
Isso significa criar ou unir novas secretarias?
Toda mudança de estrutura pressupõe essa possibilidade. Mas nós ainda estamos, exatamente com base no que é o plano de governo, extraindo dali quais são as nossas exigências maiores para termos uma estrutura que seja apta e competente para sustentar as políticas públicas que vamos implementar no próximo mandato.
 
As leis delegadas são necessárias por qual motivo fundamental? É para dar agilidade a essas mudanças? O governo tem ampla maioria na Assembleia e continua tendo.
Sim, nós temos ampla maioria e continuaremos, com a vitória dos nossos partidos, felizmente, mas a lei delegada que já foi utilizada não só nos dois mandatos do governador Aécio, mas muito anteriormente, na administração mineira, já como uma tradição, ela permite a agilidade e permite, certamente, a aferição exata daquilo que é necessário. Então, nós temos a convicção que é a forma mais adequada e, claro, vamos conversar com a Assembleia, receber as contribuições da Assembleia para ter o aperfeiçoamento da proposta.
 
O senhor nomeou alguém para ficar com a conversa política enquanto o senhor estiver viajando?
Vou ficar fora cinco dias úteis. Na realidade, o governador em exercício, que é o presidente da Assembleia, vice-governador eleito, deputado Alberto Pinto Coelho, governará o Estado na sua plenitude, com todas as responsabilidades do governador em exercício.

Transcrição da entrevista do senador eleito Aécio Neves.

Santuário de Nossa Senhora da Piedade – Serra da Piedade, Caeté (MG)

4 de novembro de 2010

 Assuntos: resultado das eleições, agenda para o país, o papel da oposição.

                    SEM REVISÃO

 O sr. ficou chateado por não ter sido citado no discurso de encerramento da campanha de José Serra?

Aécio Neves – Não, de forma alguma. Conversei longamente com o governador Serra logo após as eleições. Ele fez a citação nominal de algumas figuras que estavam ali presentes. Eu acho que nós devemos fazer política sempre com grandeza. Em primeiro lugar queria dizer que estou muito feliz de poder estar aqui ao lado do governador Anastasia. Há cerca de 30 anos eu vim pela primeira vez a esta Santuário acompanhando meu avô Tancredo Neves, que fez de sua vinda aqui, no início e no final das campanhas um ritual que eu honro muito de estar mantendo. Nada inspire mais este momento do que dizer que a fé move montanhas. Nós viemos aqui alguns meses atrás, no início de uma campanha em que muitos não acreditavam na possibilidade de vitória. Fizemos ao lado do governador Anastasia, do senador Itamar e do companheiro Serra uma campanha pregando a verdade, defendendo os nossos valores e a continuidade de um projeto exitoso. Hoje a minha primeira palavra é de agradecimento a Nossa Senhora da Piedade, a nossa padroeira de Minas Gerais, pela proteção que nos deu e pode continuar nos inspirando na condução dos nossos próximos mandatos. Obtivemos uma extraordinária e histórica vitória em Minas Gerais, e também dedicamos a ela essa vitória, e tenho certeza de que os mineiros vão orgulhar muito do que o governador Anastasia vai fazer nos próximos 4 anos. Eu disse ao governador no nosso primeiro encontro após as eleições onde fui cumprimentá-lo pela sua vitória, e disse a ele que nossa vitória derradeira, a nossa vitória efetiva ocorrerá daqui a 4 anos, quando todos os mineiros estarão se orgulhando daquilo que foi feito. E ele tomará essas medidas em conjunto com a Assembleia Legislativa, que são extremamente importantes para que seu governo comece sem interrupção, sem vácuo, sem hiato, quando terminará numa velocidade muito grande. Minas se consolidou no Brasil como estado de vanguarda no que diz respeito à gestão pública e continuará a sê-lo, ninguém mais preparado pra isso do que o governador Anastasia. Eu nessas viagens que fiz a outros estados brasileiros, e mesmo por telefone já recebi de outros governadores eleitos – e hoje mesmo eu testemunhei o telefonema do governador Jatene, eleito no Pará, ao governador Anastasia, da mesma forma o governador Beto Richa, o governador Marconi – todos interessados a virem em Minas Gerais com suas equipes, ainda neste período entre o resultado e a posse, pra levaram algumas das nossas boas ideias, algumas das nossas experiências exitosas para os seus estados. Na mesma forma nós estaremos também buscando inspiração em outras experiências de outros estados brasileiros. Então eu estou muito feliz com o resultado eleitoral, no plano nacional fizemos um bom combate, lutamos como poderíamos lutar, não perdemos as eleições… Mas eu digo sempre que a vitória eleitoral e a vitória política nem sempre caminham na mesma direção. Perdemos as eleições, é claro que todos gostariam de tê-la ganho, mas no momento em que se faz uma campanha como nós fizemos, defendendo valores, defendendo princípios, capitalizando um sentimento difuso na sociedade brasileira, externado por mais de 40 milhões de brasileiros em relação em defesa da democracia, da liberdade de imprensa, em defesa do não aparelhamento da máquina pública, eu acho que nós também devemos colher vitórias nessa eleição. Portanto, eu acho que o PSDB se não venceu eleitoralmente uma disputa que se apresentava muito difícil, o PSDB se fortalece politicamente, porque ele se aproxima de setores da sociedade dos quais nós estávamos distanciados. O grande desafio que nós temos pela frente agora é avançar na construção de nosso discurso, na estruturação de nosso partido.

Senador, depois desse processo o sr. naturalmente desponta como uma grande liderança nacional lá em Brasília, mas o governador Serra, no pronunciamento dele, disse – com as palavras dele – que a luta continua e ele não está dando um adeus, está dando um até breve, um até logo. Isso muito gente está considerando que é um recado de que ele pode tentar disputar a presidência da República. O sr. já foi colocado como uma possibilidade para 2014, como é que vai ficar isso dentro do PSDB?

AN – Olha onde nós estamos. No símbolo maior de Minas então deixa eu exercer a minha mineiridade. Estamos em 2010, sequer 2011 chegou ainda. A candidatura presidencial, qualquer que seja ela, precisa acontecer sempre com muita naturalidade. A hora agora é de nós fortalecermos o partido, externarmos para as pessoas, não apenas na hora do processo eleitoral, mas durante todo este próximo mandato, quais são as diferenças fundamentais que temos, a visão de Brasil, de modelo de gestão em relação àqueles que estão governando. Acho absolutamente natural que o governador Serra continue participando do processo político, sempre haverá espaço para uma figura da sua dimensão política. Ele foi um guerreiro nesta eleição, disse isso a ele pessoalmente quando ele me telefonou logo após a eleição. Ele defendeu com bravura as nossas bandeiras e deve deixar esta campanha de cabeça erguida, não com sentimento de derrota quando nós nos orgulhamos muito do papel que ele desempenhou, mas na vida pública – e eu volto a um ensinamento de Tancredo, cuja memória me vem muito forte quando venho aqui na Serra da Piedade – e ele dizia que a vida pública é feita de vitórias e derrotas. Ninguém nem só vence, nem só perde. Ele ensinava que a derrota nós devemos esquecê-la rapidamente pra voltarmos a nossa atenção e a nossa energia para as teses que nós defendemos, que achamos importante. Então, a derrota tem que ser esquecida para que nós não nos abatamos com ela. Mas ele ensinava também que a vitória deve ser esquecida antes até que a derrota. Para que ela não nos inebrie e nos distancie daquilo que é essencial: trabalhar para as pessoas. Espero que esse ensinamento nos acolha, no caso da derrota, mas também chegue aqueles que venceram as eleições. É hora de trabalharmos, cada um com suas responsabilidades para aquilo que a população brasileira lhes delegou. Ao grupo vitorioso os nossos cumprimentos, ganharam legitimamente uma eleição, democraticamente essa vitória tem que ser respeitada por nós, mas nós temos um papel extremamente importante na democracia, que é o papel de ser oposição. Um antigo pensador inglês Disraele, que foi primeiro-ministro na Inglaterra, dizia sempre que não existirá jamais um governo forte sem que aja uma oposição forte. E nós estamos preparados com generosidade com o Brasil exercermos o nosso papel de fiscalizadores das ações do governo, mas também de propositores de questões que digam respeito aos interesses do Brasil e não de governos que são sempre efêmeros, circunstanciais e passageiros.

…(inaudível) a nacionalização do partido que alguns aliados do sr. defende?

AN – Eu acho extremamente importante. É importante que nós façamos a partir dessa eleição um diagnóstico dos problemas que nós tivemos. Um deles é esse. O PSDB, em pelo menos 10 estados brasileiros é, do ponto de vista regional, frágil. Nós temos um período para buscar, atrair em torno de propostas, em torno de um projeto moderno, de uma visão nova de Brasil, atrairmos forças políticas em alguns estados onde nós disputamos fragilmente essas eleições. Esse, certamente, é um dos novos desafios para a direção partidária.

O sr. pode ser líder da oposição? Como o sr. pretende recompor a oposição no Senado…  

AN – Olha, eu não me autoproclamo líder de absolutamente nada, até porque ninguém é líder de si mesmo. Eu tenho um papel, delegado pela população de Minas Gerais como senador da República e vou cumpri-lo integralmente, com extrema determinação, sendo, ao lado de Itamar Franco e Elizeu Resende no Senado e da nossa bancada federal, apoiadores incondicionais do governador Anastasia, nas discussões que dizem respeito a Minas Gerais, seja no Orçamento que agora já está em curso e nossa bancada já está atenta na demanda de Minas, seja em relação a financiamentos externos que o governador Anastasia já começou negociação com o Banco Mundial e de outros organismos internacional, seja na discussão de outras questões centrais, como na questão do royalty mineral, por exemplo, ele encontrará sempre uma bancada coesa ao seu lado. Isto é muito relevante. E por outro lado, um senador tem responsabilidade com o Brasil, e eu quero ajudar o Brasil a construir uma agenda que seja a agenda do estado brasileiro. Questões como a reforma política, como a reforma tributária direcionada para a diminuição da carga tributária. A própria reforma do estado brasileiro, profissionalização do setor público, a refundação da federação, portanto o fortalecimento de municípios e de estados constitui um núcleo de uma agenda pela qual eu lutarei pelos próximos anos. Essa será a minha missão, esse será o meu papel e eu espero encontrar companheiros, além dos companheiros de Minas, de fora de Minas, dispostos a lutar por esta agenda, que repito: não é agenda de um governo é uma agenda do país e por isso deve ter a boa vontade da oposição para negociar.

A preocupação do presidente Lula sobre uma oposição raivosa, teoricamente, ao governo Dilma ela não tem fundamento? E eu queria saber também o que o sr. acha de uma posição, de uma tese defendida pelo presidente Sérgio Guerra, do partido, pra que o candidato tucano, próximo candidato tucano presidencial seja escolhido pelo menos em 2012 ou até 2012 pra que diminuam as brigas internas…

AN – Em relação à oposição, nós seremos uma oposição responsável, absolutamente atenta e vigorosa na fiscalização das ações do executivo, mas generosa para com o Brasil. O presidente pode certamente ficar tranqüilo porque ele não verá no Brasil neste período uma oposição como a que o PT fez com relação ao presidente Fernando Henrique, propondo Fora FHC, impeachment, afastamento do presidente, ou votando contra matérias tão relevantes para os brasileiros como a estabilidade da economia, como o Plano Real, como a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mais do que isto, eu acho que a oposição tem o dever, pela maturidade que alcançou, de apresentar também uma agenda propositiva, e me referi aqui a ela, que incluem algumas dessas reformas. Quanto à candidatura, não é hora de falar sobre isto. Nós estamos saindo de uma eleição, no caso de Minas extremamente vitoriosos, eu acho que os governadores de oposição, são pelo menos 10 governadores de oposição, que governam 52% da população, e mais de 50% do PIB nacional, terão um papel extremamente importante nas discussões que virão pela frente. O que nós temos é que governar bem os nossos estados, como fizemos até aqui. Temos uma sintonia muito fina com a nossa representação no Congresso Nacional e deixar que o tempo, com naturalidade, coloque aquelas alternativas que irão conduzir um novo projeto, mas antes de termos um nome é preciso que tenhamos um projeto. Não podemos novamente deixar para o início do processo eleitoral a difusão das nossas ideias e das nossas propostas. Eu acho que o PSDB tem responsabilidade e todas as condições, ao lado dos nossos aliados – DEM, PPS – e de outros que possam, de alguma forma se aproximar de nós ao longo do caminho, de construir com traquilidade, com serenidade, um projeto alternativo para o país.

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