Aécio Neves e Teotônio Vilela saem às ruas em Alagoas em apoio a Serra

Fotos Leo Drumond / Nitro

O ex-governador de Minas e senador eleito Aécio Neves (PSDB/MG)  participou, na manhã deste sábado, dia 23, em Arapiraca (Alagoas), de carreata em apoio à candidatura de José Serra à Presidência da República e à reeleição do governador Teotônio Vilela (PSDB). Ao lado do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, e do secretário-executivo do PSDB, Rodrigo de Castro, Aécio Neves percorreu várias ruas da cidade, cumprimentou eleitores e conversou com lideranças políticas.

“Estamos aqui para trazr a palavra de José Serra que será fundamental para colocar o Brasil num novo ciclo”, disse Aécio Neves, ao iniciar a carreata que reuniu centenas de apoiadores por cerca de dois quilômetros de extensão. Recebidos com grande entusiasmo, Aécio e o governador de Alagoas, que disputa a reeleição, também conversaram com eleitores no terminal rodoviário de Arapiraca.

Eleito senador por Minas com 7,56 milhões de votos, o ex-governador tem percorrido várias capitais brasileiras, além de cidades do interior de Minas, para mobilizar lideranças políticas e levar as propostas de José Serra aos eleitores. Desde 14 de outubro, Aécio Neves participou de atos políticos em Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), Goiânia (GO), Teresina (PI) e Belém (PA)
 
Boa gestão pública diminui desigualdade social
 
Em entrevista, Aécio Neves destacou a importância dada à gestão pública pelos governos administrados pelo PSDB. Segundo ele, o exemplo de gestão pública de Minas ecoou nos estados brasileiros e já tem demonstrado resultados. Em 2003, Aécio Neves implantou em Minas o chamado “Choque de Gestão”, conjunto de medidas administrativas que permitiu a recuperação financeira do Estado e a retomada dos investimentos nas áreas sociais e de infraestrutura.

“Acredito que o país só vai avançar na direção correta e na velocidade que podemos avançar, quando tivermos nos governos estaduais gestores que compreendam que a administração pública, ao contrário do que muitos acham, pode ser eficiente e apresentar resultados objetivos e concretos para melhorar a vida das pessoas e para diminuir as desigualdades sociais. Mostramos isso em Minas, e muitos companheiros têm mostrado isso em outros estados, inclusive em Alagoas. Vamos mostrar ao Brasil que a gestão pública de qualidade dá resultados”, afirmou o ex-governador.

Aécio Neves destacou que, no Senado, será parceiro dos governadores do PSDB para apoiá-los na defesa da revisão do pacto federativo que permitirá melhor distribuição dos recursos entre os estados brasileiros. Ele destacou a gestão do governador Teotônio Vilela que conseguiu superar dificuldades financeiras e promover desenvolvimento econômico e social do Estado.

“O Brasil todo torce muito para Alagoas, seja pela dificuldade que Alagoas viveu no passado, pela capacidade de superação que tem demonstrado. Temos que construir um projeto para Alagoas que é um projeto para o Brasil também, de turismo organizado. O Teo tem sido um leão na busca de novos investimentos para Alagoas. Ele tem credibilidade para isso. Fico entusiasmado em poder, de alguma forma, estar ao seu lado, ajudar aqui esse processo de desenvolvimento, que venha cada vez mais rápido. Desenvolvimento organizado e turismo sustentável. Quero é ser parceiro deste desafio pelos próximos quatro anos. Acho que vai orgulhar muito a população de Alagoas”.

Confira, abaixo, transcrição da entrevista de Aécio Neves

Entrevista do ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves
Evento: Encontro com lideranças políticas em apoio à candidatura de José Serra
Local: Maceió – Alagoas
Data: 23-10-10
Assuntos: eleições presidenciais, gestão pública, eleições Alagoas
 
(SEM REVISÃO)
 
Eu queria dar uma palavra inicial muito rápida, mas muitos dos que estão aqui já me conhecem de uma longa jornada, da minha relação política, mas sobre tudo pessoal com o Teo e com muitos dos companheiros que estão aqui. Eu quero cumprimentar a todos, e dizer que eu acredito, e acredito profundamente que esse país, só vai avançar na direção correta e na velocidade que pode avançar quando tivermos, nos governos estaduais, gestores que compreendam que a administração pública, ao contrário do que muita gente diz e muitos acham, pode sim ser eficiente. A administração pública pode apresentar resultados objetivos e concretos para melhorar a vida das pessoas para diminuir as desigualdades sociais. Mostramos isso em Minas, outros companheiros tem demonstrado em outros lugares e o Teo tem demonstrado isso aqui.

Eu sou testemunha desde o primeiro dia que o Teo assumiu o governo, eu era ainda governador, compartilhei com ele angústias, aflições, mas jamais Teo desanimou, jamais ele teve dúvidas de que era possível recuperar a situação fiscal do estado, garantir a Alagoas a capacidade, readquirir para Alagoas a capacidade de investir e de planejar seu futuro. A política é feita de desafios, e o do Teo, talvez seja dos mais bonitos desses desafios. Todos se lembram da situação de Alagoas quatro anos atrás, claro os desafios, são ainda enormes, mas o estado avançou e avançou muito. Eu estou para dizer que o Brasil inteiro acompanha com enorme atenção o que acontece aqui em Alagoas pelos desafios que você enfrentou lá, pela forma altiva e corajosa com que você se colocou desde o primeiro momento, enfrentando gravíssimas incompreensões, mas sem abaixar o olhar hora nenhuma.

Nós somos um grupo político. Aqui estão alguns representantes deste grupo políticos como o presidente Sergio Guerra , o deputado Bruno, que eu acompanho, o deputado Rodrigo e os companheiros de Alagoas. E temos uma coisa, e acredito que vocês vão entender o que eu vou dizer aqui agora, que não é muito comum na política. Além de compartilharmos idéias, nós nos gostamos. Gostamos do convívio entre nós, e a administração pública é, sobretudo, troca de experiências. O Teo da mesma forma que incorporou no início do seu governo algumas experiências de gestão que tínhamos, que o Geraldo havia feito em SP, hoje ele é exportador de algumas boas experiências. Então, tenho certeza, que a eleição do Teo coloca Alagoas claramente no caminho do desenvolvimento, da seriedade, sem populismo, sem demagogia, governo que aposta na qualificação das pessoas para que os resultados venham. O Teo se incorporará, como já é hoje, mas voltará a se incorporar, a partir de primeiro de janeiro, ao grupo onde estão o Geraldo Alckmin, o Beto Richa, onde está o governador Anastasia de Minas Gerais, onde estarão alguns outros companheiros que vão vencer também as eleições no segundo turno, para a gente mostrar para o Brasil que a gestão pública de qualidade dá resultado. Portanto, a eleição de Teo é mais que uma eleição de companheiro do PSDB, ou de uma coligação política, é a eleição de um projeto sério. Alagoas encontrou um caminho e seria um risco muito grande para todos se houvesse aqui um retrocesso. Tenho a consciência clara de que não tenho um voto se que a dar ao Teo aqui, mas quero demonstrar com a minha vinda, e acho que esse é o objetivo também do presidente Sergio guerra, que o Teo não está sozinho. Que ele vai ter companheiros a ajudar a ajudá-lo o tempo inteiro e, independentemente de quem seja presidente da República, e esperamos que seja José Serra, e estamos aqui também para trazer a sua palavra, porque para o Brasil é muito importante que entramos em um novo ciclo, mas qualquer que seja o presidente da República Alagoas continuará, como vem acontecendo hoje, a ser respeitada, pela forma com que Teo, vem governando o estado. Eu me permito, se você me der esse privilégio Teo, de ser no Senado mais um senador de Alagoas à sua disposição.
 
Aécio, sua vinda a Alagoas pode ser considerada positivamente como uma carta coringa nesta reta final?
Eu acho que minha vinda tem esse sentido, mostrar que o Teo, além de ser um administrador preparado, experimentado, hoje ainda mais experimentado do que no início do governo, ele tem apoio político. A ação política nunca pode ser vista como uma ação solitária, alguns acham que sozinhos podem resolver todos os problemas da humanidade. Já vimos algumas experiências desse tipo que não deram certo.  Ao contrário, vejo a ação política tendo como exercício a ação da solidariedade e o Teo, com a experiência que já tem, com os quadros extraordinários que tem, aqui em Alagoas, para montar seu governo, ele vai ter também no Congresso Nacional nosso apoio, em outras administrações estaduais do PSDB, esse compartilhamento de informações e de boas experiências. O que eu vejo é que o Brasil inteiro torce muito para Alagoas. Eu digo uma coisa, sempre, que, enfim, falar isso na frente dos pernambucanos pode ser um risco muito grande, mas eu não evito a tentação, o Brasil todo torce muito para Alagoas, seja pela dificuldade que Alagoas viveu no passado, pela capacidade de superação que tem demonstrado, mas também porque seu patrimônio, para os brasileiros, não há nada mais bonito que o litoral de Alagoas, e olha que eu conheço ele de palmo a palmo, cada pedaço de chão, que é um patrimônio, então temos que construir um  projeto para Alagoas que é um projeto para o Brasil também, de turismo organizado, o Teo tem sido um leão na busca de novos investimentos, atração de investimentos aqui para Alagoas, eu sei como vem fazendo, ele tem credibilidade para isso, então fico entusiasmado  em poder, de alguma forma, estar ao seu lado, ajudar aqui esse processo de desenvolvimento, que venha cada vez mais rápido, desenvolvimento organizado, o turismo sustentável. O que eu quero é ser parceiro deste desafio que você vai ter pelos próximos quatro anos. E acho que vai orgulhar muito a população de Alagoas.
 
O senhor declarou no Piauí, sobre aquele rolo de fita crepe contra o José Serra, jogado contra ele, você falava da indignação quanto a esse episódio. A campanha nesta última semana, a partir de amanhã, última semana, vocês têm alguma preocupação específica quanto ao nível da campanha ou  já chegou ao fundo do poço? Qual é a preocupação agora?
Fiz ontem, e acho que os companheiros também fizeram, foi externar a nossa preocupação exatamente com os últimos dias de campanha.

Aconteceu uma violência no RJ, ela é clara, independente do que atingiu o candidato, e ele foi atingido por um outro objeto contundente, ele foi impedido, isso que é inaceitável no Brasil de hoje, com a democracia que conquistamos,  com esforço de tantos brasileiros, e essa terra é símbolo dessa luta, através de Teotônio (Vilela), ela não pode ser subjugada, a democracia. Não pode ter um candidato, que por você não gostar dele, você impede que ele leve sua proposta, que ele caminhe, que ele cumprimente as pessoas. Por isso, pode parecer um episódio pequeno, mas é um episódio pedagógico, não se pode passar a mão na cabeça de um companheiro que faça isso. Se amanhã alguém do meu partido, do PSDB, impedir um adversário do PT de pacificamente fazer sua campanha, vai receber publicamente a minha condenação, a minha reprovação, e não foi isso que aconteceu. O que dói é que o chefe maior de um partido, de um grupo político, minimiza aquilo que aconteceu, independente do que atingiu o candidato, isso pode estimular que outros atos na mesma direção ocorram. 

É uma eleição que estamos vivendo, não é o fim do mundo, não acaba amanhã. Eu não acho que alguém, por estar no outro campo político que o meu, é meu inimigo. Não é.  A política é feita de conversas e Nonô sabe muito bem disso. Parlamentar experiente Nonô foi o primeiro presidente da Comissão de Ética da Câmara, que foi criada por mim, quando eu era presidente, que consolidou a Comissão de Ética. Tudo é feito com conversa, amanhã nós vamos ter que estar no Congresso Nacional, sentados com lideranças do PT, independente de quem vença as eleições nacionais, para falar sobre o Brasil. Então isso é o que me preocupa neste episódio, esse clima pós-eleitoral,  que pode acirrar um pouco mais as relações, e eu espero, e espero profundamente, que, sobretudo as lideranças de ambos os  grupos políticos, tenham tranqüilidade e responsabilidade neste momento final da campanha. Amanhã, não com o mar tão azul de Alagoas, mas com o mar também azul do Rio de Janeiro, nós vamos fazer uma grande caminhada com José Serra. Amanhã no Rio, com lideranças de outras partes do país que não estão disputando o segundo turno, um chamamento à democracia, à paz, à civilidade na ação política. Estão todos convidados para esta caminhada na praia de Copacabana amanhã a partir das 11 da manhã.
 
Sobre sucessão no Senado – pergunta inaudível
Temos que viver a política por etapas, temos agora a eleição nacional. É óbvio que o resultado da eleição nacional tem interferência nos entendimentos nas duas Casas. É natural que quem vence a eleição, a coligação, o partido político, busque construir maiorias nas duas Casas para ter uma relação mais direta com a Câmara e com o Senado.  Se for o PT, e eu espero que isso não ocorra, eu diria que o caminho é mais fácil pela aliança mais ampla que ela tem hoje, invés de sua base construir a direção do Senado. Mas se Serra vencer as eleições, que é o que esperamos, eu vejo uma possibilidade concreta de construirmos no Senado uma aliança para ele em torno de projetos. Nós temos uma agenda para o Brasil, que não é diferente da agenda do PT nas questões fundamentais, porque acho que o PSDB e o PT, pelo fato de terem ambos, ou cada um, governado por oito anos o Brasil, têm uma responsabilidade ainda maior na superação dos gargalos que impedem o Brasil de estar crescendo numa velocidade muito maior.

Tem gente comemorando como se nós tivéssemos num nirvana, não é assim. Podíamos estar avançando muito mais, as reformas estruturadoras não foi nenhuma delas encaminhada.  O desafio do próximo Senado é esse, de apresentar uma agenda, e não se submeter, como vem acontecendo, a uma lógica do Executivo porque necessariamente não é o melhor para o país. Acredito que o novo Senado, e esse será o meu esforço ao lado de vários companheiros que lá vão estar, é não esperar que o Executivo ponha sua agenda. Temos a questão da reforma política, que, a meu ver, ela é primeira porque ela é facilitadora das outras. Temos a questão tributária tem que ser enfrentada, a questão previdenciária. Então o que existe de fundamental é que é preciso que o novo Congresso demonstre vontade e força política para articular uma agenda. Para esse diálogo, eu conto com o senador Renan e com todas as forças políticas que queiram que o Brasil avance. Falar em mesa ou direção das Casas só depois do resultado da eleição presidencial.

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