Debate Rede TV – Anastasia faz suas considerações finais

Confira, abaixo, transcrição dos principais trechos da participação de Anastasia no debate Rede TV/Folha de S.Paulo, que foi realizado na noite desta quarta-feira, dia 22.

(SEM REVISÃO)

Rodovias estaduais x rodovias federais

Temos dois tipos de rodovias em Minas Gerais: as rodovias federais e as rodovias estaduais. Nas rodovias estaduais, ao longo do nosso Governo, com Aécio e comigo, empreendemos um programa revolucionário. Fizemos o Proacesso que levou asfalto a mais de 200 municípios que não tinham essa ligação. Fizemos também o ProMG, que foi a recuperação das estradas estaduais, que hoje estão em excelente qualidade. Estamos processando e continuando esse Pro-MG em toda Minas Gerais.

Temos as estradas federais. Algumas estão sendo reformadas, mas lamentavelmente a maioria delas ainda está em situação muito ruim. A pior, um símbolo em Minas Gerais muito triste, é a BR-381 de Belo Horizonte a Governador Valadares, conhecida também como estrada da morte. Temos que fazer um esforço cada vez maior para que o Governo Federal consiga fazer a duplicação, que é um compromisso e já é uma determinação do Governo federal realizar essa grande obra. E em nosso Plano de Governo temos uma proposta: transformar Minas em Minas logística, o que significa investimentos não só nas estradas, mas também nas ferrovias, nas hidrovias e também nos aeroportos para permitir que Minas Gerais aproveite a sua posição geográfica especial, agregando valor aos nossos produtos e gerando empregos de qualidade para os mineiros, que é nossa maior obsessão e nosso maior esforço.

Rio São Francisco

Tenho dito que o rio São Francisco, para nós mineiros, é um grande patrimônio, e para todos os brasileiros. De maneira objetiva, Minas Gerais, o Estado, poder público estadual, já negou o pedido do governo federal para fazer cinco grandes barragens em Minas Gerais. Essas barragens seriam construídas em rios mineiros, afluentes do São Francisco, e serviriam para represar as águas exclusivamente com uma finalidade, equilibrar a vazão de Sobradinho, na Bahia. Nós negamos esses pedidos e vamos até a justiça se for o caso, para não permitir que terras mineiras férteis sejam inundadas para permitir essa vazão. E eu volto a dizer, como já disse nos debates anteriores, que a transposição, lamentavelmente, tem por objetivo principal, mais de 60 % do seu destino é para irrigação de projetos no Nordeste do Brasil. E nós precisamos dessa irrigação nas populações ribeirinhas, inclusive no Nordeste, sem necessidade dos canais, e aqui também, é claro, em Minas Gerais.

Por outro lado, nós fizemos e estamos fazendo um grande projeto de revitalização da bacia do Rio São Francisco, começando pelo Rio das Velhas, através da linha azul, onde a Copasa já investiu R$ 1 bilhão. A meta 2010 já foi cumprida, estamos agora preparando a Meta 2014, para melhorar cada vez mais a qualidade da água do Rio das Velhas e dos demais afluentes do Rio São Francisco.

Programas de combate à seca

Temos um programa estruturador no Governo do Estado chamado de Programa de Convivência com a Seca. De fato não se combate uma realidade climática. Nós temos de aprender a conviver com a seca. E dentro desse programa, nós criamos diversas ações. Uma delas, a mais aplaudida, é a criação de pequenas barragens, chamadas de barraginhas, simples, feitas pela Ruralminas em todo o Norte do Estado. Nessas barraginhas nós acumulamos a água que serve para o abastecimento, especialmente o abastecimento humano, mas ao mesmo tempo, devidamente purificada a água, mas também, se for o caso, para a alimentação. Então é muito importante nós conseguirmos isso. E a Unimontes, que é a nossa grande universidade estadual do Norte de Minas é a executora desse programa de convivência com a seca. Esse é o nosso objetivo. E ao mesmo tempo estamos instalando uma grande rede de abastecimento da água nas regiões mais secas, quer através da Copanor, subsidiária da Copasa, quer através da Emater, uma empresa de assistência do Estado.

Competência para governar

Em primeiro lugar, hoje temos a Cide, cobrada dos combustíveis exatamente com esse objetivo de cobrir os custos das reformas das estradas, que é de competência da administração federal. O Estado de Minas Gerais conseguiu fazer, em asfalto, mais de 5 mil quilômetros nas estradas do Proacesso e conseguimos recuperar mais de 10 mil das estradas estaduais do ProMG. Lamentavelmente, a União não conseguiu fazê-lo.

As grandes obras têm três etapas: primeiro a vontade, depois o recurso, e depois a competência ou a eficiência para fazê-lo. Notamos que pode haver a vontade, pode haver os recursos, mas onde está a eficiência? E é isso que nós lamentamos. Por isso mesmo, o governo do Estado já manifestou, eu pessoalmente por ofício, ao ministro dos Transportes para nos passar o Anel Rodoviário, que nós fazemos a obra, como fizemos a Linha Verde, como fizemos todo o Proacesso pelo estado afora. É fundamental que haja boa gestão na administração pública para  gastar bem e apresentar resultados ao povo mineiro.

Ferrovias

Lamentavelmente, as ferrovias perderam muito espaço. Nós temos de recuperá-las. Eu tive a honra de estar na inauguração do ramal de Pirapora, que leva a soja daquela grande região do Noroeste de Minas e do Alto Paranaíba para exportação. Estamos com a previsão de extensão desse ramal até Unaí, mas sabemos da necessidade de termos um aumento muito forte da nossa rede ferroviária em Minas Gerais. Isso se dará, de maneira muito afetiva, juntamente à iniciativa privada e aos concessionários federais. Qual é o nosso objetivo? É termos uma alternativa para o transporte, especialmente de carga, lembrando também que há a hidrovia.

Quando nós fizemos no passado as represas, nós esquecemos das eclusas, isso dificulta hoje o transporte hidroviário, que alguns países, como no Canadá, por exemplo, é até mais expressivo que das ferrovias. Então, temos de pensas também nessa possibilidade e tornar uma alternativa mais barata e mais segura para o escoamento das nossas produções. A ferrovia certamente está nos nossos planos dentro do grande projeto chamado Minas Logística, que eu fiz aqui referência, como alternativa extremamente positiva para o desenvolvimento de Minas Gerais.

O único trecho ferroviário de passageiros interestadual que sobrou no Brasil é em Minas, a Vitória-Minas, de  Belo Horizonte até Vitória todos os dias. Então temos que pensar também nisso porque é um transporte seguro, é um transporte mais econômico. Por isso nós vamos fazer esse investimento bastante articulado com o setor privado. Agora, é um processo. Nós temos que primeiro lançar as bases de um planejamento como recompor essas ferrovias, tornar atrativo esse investimento, que não é barato, e fazer parcerias para que de fato nós possamos recuperar toda essa rede ferroviária e dar essa opção, quer para o transporte de passageiros, quer para o transporte de cargas. Nós temos certeza que Minas Gerais, pela sua localização, mediterrânea, no meio do Brasil, terá condições de liderar essa recuperação ferroviária que chegará no Brasil. No meu próximo mandato, essa, como eu disse, será uma das nossas maiores prioridades.

Autonomia dos mineiros para decidirem seu voto

Em primeiro lugar, é bom lembrar que quem decide o voto é exclusivamente o eleitor mineiro. É ele quem decide, no dia 3 de outubro, com tranqüilidade, com a sua consciência e com a sua soberania, a sua chapa. Ele escolherá o seu candidato a presidente, ao Senado, a Governador, a deputado, de maneira absolutamente livre, conforme as suas convicções, a sua vontade e a sua consciência política.

Durante todo esse período, o nosso candidato José Serra, do meu partido, esteve em Minas diversas vezes. Inclusive estará aqui na próxima sexta-feira, em Diamantina, fazendo campanha conosco. Nós temos feito a campanha juntamente com ele. Agora, existem esferas distintas. Uma coisa é a campanha presidencial, outra coisa é a campanha estadual, com esferas de competência, de decisão, que são separadas. Então, nós temos de deixar isso claro também ao eleitor. Nós não estamos votando em chapas vinculadas, como havia no tempo da ditadura, daquele voto casado. Isso não existe mais. O eleitor é livre. Então, de maneira muito clara, evidentemente que nós apresentamos os erros do governo federal, como eu mencionava aqui, na resposta, a questão da eficiência na reforma das estradas federais, que nós lamentamos muito. E, por outro lado, apresentamos, é claro, da nossa parte, nosso governo, com Aécio Neves, ao longo dos últimos anos, aquilo que consideramos muito positivo e que  vem recebendo o aplauso e o reconhecimento de todos os mineiros ao longo desses últimos anos.

Promessas vazias x valorização dos servidores

O projeto de lei que foi aprovado pela Assembleia, mudando a forma de remuneração dos professores, foi aprovado com 59 votos de deputados. Nove do PT, sete do PMDB. Dos partidos que estão aqui criticando exatamente esse programa. Portanto, criticar é muito fácil, construir as soluções não é fácil.

Temos que ser criativos, vamos lembrar que, há algum tempo, nós não pagávamos em dia os salários, conseguimos; não pagávamos o 13º, conseguimos; criamos adicional de produtividade, conseguimos; fizemos a Lei 100, para garantir 100 mil servidores da educação com segurança jurídica, e querem acabar com a Lei 100, lamentavelmente. Nós estamos garantindo a segurança de todos eles. Então, na verdade, cuidar do magistério, cuidar da educação, não é o discurso de hora eleitoreira que aparece agora. Mas é o compromisso ao longo desses últimos anos. Aliás, Minas recebeu o primeiro lugar do Ministério da Educação pela qualidade do seu ensino básico.

 Propostas para a geração de emprego e renda

Nós temos um grande esforço em Minas para gerar empregos de qualidade. Acredito firmemente que emprego de qualidade é aquele que dá estabilidade à família e por consequência melhora-se a educação, a saúde, a segurança, a habitação, todas as políticas públicas. E a  responsabilidade do Estado na geração de empregos é muito grande. Nós devemos estimular através do ambiente de negócios a atração de empresas para Minas Gerais, expandindo as atuais, nos mais diversos segmentos. Qual é o grande desafio da economia mineira? Diversificar. Mudar o nosso foco e ao mesmo tempo agregar valor aos nossos produtos. Claro que o agronegócio é fundamental, continuaremos com grandes investimentos no café, onde vamos criar o Fundo Estadual do Café; o leite, onde vamos valorizar as cooperativas de leite; na questão mineral, atraindo mais siderúrgicas para Minas Gerais, para evitar que o minério saia daqui e vá à China e por causa da taxa cambial volte mais barato o aço do que aquele que é feito em nosso Estado. E da mesma forma, investimentos na área tecnologia, na área de serviços dos mais diversos segmentos da nova economia. Por isso, os nossos projetos em parceria, por exemplo, com as universidades, os parques tecnológicos, já em execução em Belo Horizonte, Viçosa e Itajubá. Nós vamos diversificar a economia mineira. É claro, sempre investindo nos segmentos que mais empregam e ao mesmo tempo atraindo para Minas Gerais novos investimentos e novas formas da economia moderna. Para isso, vamos investir muito na logística, que hoje é fundamental para sustentar a prosperidade e o desenvolvimento econômico.

Uma economia moderna, de fato, ela de desdobra em vários segmentos. A economia tradicional, que é importantíssima, até porque ela emprega muito, e nós temos de garantir e estimular esses empregos, melhorando a sua qualidade e a sua renda, e a economia moderna, que se desdobra na tecnologia, nos serviços. Quero dar o exemplo do Polo Aeronáutico Mineiro, tanto em Itajubá, com a atração maior da Helibras, que vai fazer helicópteros de primeira grandeza aqui em Minas Gerais, como no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Onde nós conseguimos já atrair as oficinas da Gol, estamos atraindo, de maneira muito clara, a profissionalização e a capacitação técnica para a indústria aeronáutica brasileira. Teremos, portanto, aqui, algo de ponta. Para isso, o que foi necessário? Infraestrutura, educação, saúde, rede física, telefonia, isso tudo foi feito pelo governo. Portanto, o Governo do Estado, ao longo dos últimos anos, preparou a casa para esse salto para o desenvolvimento. Estamos muito confiantes que o futuro de Minas, cada vez, mais é extremamente promissor.

Programa Poupança Jovem

Eu agradeço a atenção de todos, e vou usar esse meu minuto para um depoimento. Estive hoje em Ribeirão das Neves, visitando a casa da Jenifer, uma aluna da rede estadual do ensino médio e que faz o programa Poupança Jovem. Uma casa simples, uma casa humilde, mas uma casa cheia de esperança e de confiança. É um programa belíssimo e ela está repleta de sonhos. Vai fazer engenharia, é excelente aluna, e o Poupança Jovem ajuda, e ajuda muito, que ela possa ter esse sonho realizado. É por isso mesmo que nós temos a vontade de continuar ajudando. Continuar governando Minas Gerais para ajudar famílias como as da Jenifer, e de outros tantos milhares  e milhares de alunos de nossa Minas Gerais.

Por isso mesmo, com essa confiança e com essa devoção, que eu peço aqui o seu voto. Com muito carinho, dizendo que nosso objetivo, sem falsas promessas e sem demagogia, é ajudar e trabalhar com os mineiros. Peço o seu voto, que é um voto soberano, autônomo, de Minas Gerais.

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