Ao atacar a imprensa, PT mostra desprezo pelo processo democrático

Às vésperas da eleição, o PT aumenta os ataques à imprensa e revela o desrespeito à democracia e ao processo eleitoral. O deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP) afirma que as críticas por parte de petistas ao trabalho livre dos veículos de comunicação mostram a aversão que eles têm à liberdade de expressão e opinião.

O deputado condena a declaração do presidente brasileiro em relação à opinião pública. “Opinião pública é formada pela opinião de todas as pessoas, e a opinião das pessoas não é, necessariamente, similar à dele (Lula). Portanto, eu acho que a sociedade começa a perceber que ele dá sinais de que não quer respeitar o processo eleitoral. Isso, portanto, tem que ser fruto de atenção por parte do eleitor ao votar em 3 de outubro.”

Inebriado pelos ventos favoráveis à economia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no sábado que a população não precisa mais de formadores de opinião: “Nós somos a opinião pública.” A reação foi imediata. A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificaram a declaração como “lamentável e preocupante”.

Em nota, a ANJ afirma que “o papel da imprensa é o de levar à sociedade toda informação, opinião e crítica que contribua para as opções informadas dos cidadãos”. A Associação acrescenta que o presidente se beneficiou da imprensa livre. “Convém lembrar também que ele (Lula) jamais criticou o trabalho jornalístico quando as informações tinham implicações negativas para seus opositores.”

Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é lamentável a postura do presidente em relação à imprensa. “A imprensa deve ser livre para fazer seu papel de denunciar. Ninguém gosta de receber críticas, mas deve saber ouvi-las e compreender que erros existem e devem ser corrigidos. Acima da Constituição, só Deus”, condena.

Em oito anos, segundo Duarte Nogueira, o PT procurou desqualificar a imprensa livre, que levou à sociedade as denúncias de esquemas de corrupção envolvendo a Casa Civil, tráfico de influência no coração do governo federal, entre outros escândalos.

Foi justamente a imprensa livre que revelou recentemente o esquema de tráfico de influência intermediado pelo filho da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, o empresário Israel Guerra. Mediante o pagamento de uma “taxa de sucesso”, Israel ajudou empresas privadas a fechar negócios com o governo federal.

A imprensa denunciou ainda que funcionários da Casa Civil teriam recebido pacotes de dinheiro, contendo R$ 200 mil, supostamente pela intermediação de um contrato de R$ 34,7 milhões para a compra emergencial da vacina Tamiflu, usada no tratamento da gripe H1N1.

A imprensa tem incomodado não somente o presidente, mas também pessoas empenhadas pela campanha de Dilma Rousseff. Na semana passada, o deputado cassado José Dirceu (PT) criticou o que chamou excesso de liberdade. “O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa”, disse.

Fonte: Agência Tucana

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