Minha candidatura indica a vontade da sociedade civil, diz Anastasia

Durante sabatina na Faculdade de Direito da UFMG, Anastasia disse que suas propostas buscam o avanço de Minas Gerais de forma altiva e autônoma. Foto Rodrigo Lima / Nitro

O governador Antonio Anastasia afirmou, na noite desta quarta-feira, dia 15, que sua candidatura à reeleição representa a vontade de um grupo de mineiros que busca o avanço de Minas Gerais de forma altiva e autônoma. Durante sabatina com dezenas de universitários e professores da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Casa Afonso Pena, em Belo Horizonte, Anastasia disse que quer realizar uma administração para os mineiros, levando inovações aos atuais programas sociais em execução no Estado.

“Uma candidatura gerida, gerada em Minas, de Minas e para Minas. De mineiros. Uma candidatura que pretende que o Estado avance de maneira altaneira, com nossa autonomia, com nossos predicados e com as nossas características. Para isso, preciso do voto dos 14 milhões de eleitores mineiros”, disse Anastasia, durante sua explanação.

O governador também lembrou que a sua candidatura nasceu naturalmente em Minas Gerais, representando a vontade de um grupo mineiro de lideranças políticas e da sociedade civil organizada.

“As circunstâncias me levaram a ser identificado por esse conjunto de forças mineiras, prefeitos, deputados, líderes, entidades empresariais, da sociedade, das universidades como aquele nome que seria o mais adequado para dar continuidade a um novo modo de governar que busca na eficiência, na probidade, no respeito, na responsabilidade e na sensibilidade os resultados para oferecer às pessoas”, completou.
 
Debate se transforma em sabatina
A intenção dos organizadores do evento era promover um debate entre os principais postulantes ao cargo de governador de Minas Gerais, mas o candidato do PMDB/PT, Hélio Calixto Costa, recusou o convite. Anastasia aproveitou o encontro para apresentar as propostas de seu Plano de Governo e para reiterar o seu pedido do voto consciente dos mineiros, sem a ilusão das falsas promessas do período eleitoral.

“Preciso da adesão consciente a essas propostas que não significa apenas o voto. Significa o voto convicto. O voto de saber que estamos no caminho certo, da retidão, da responsabilidade, não das promessas vãs e das ilusões que, como um castelo de cartas, desmancha com muita facilidade no ar. No decorrer das eleições é muito fácil criar factóides. Criar falsos números para tentar mascarar a nossa realidade. Mas o mineiro é muito sábio”, disse Antonio Anastasia.

Em sua apresentação, Antonio Anastasia, lembrou que em 1982, como membro da direção do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UFMG, participou do debate na primeira eleição direta para governadores depois do início do regime militar. Ele ressaltou a importância do confronto de ideias e propostas em um processo eleitoreiro.

“Me lembro perfeitamente da organização e de como foi o debate, muito rico, recebendo os candidatos, inclusive o governador Tancredo Neves que se elegeu depois para presidente da República. Havia um clima de eletricidade no ar, como hoje. É claro que naquela época tinha o conteúdo distinto de hoje. Muitos de nós, a maioria esmagadora, estavam votando pela primeira vez. E ainda íamos esperar sete anos para votar pela primeira vez para presidente em 1989.  Os tempos eram outros, mas que fazem parte da nossa história. Por isso, estou aqui não só por respeito aos estudantes, até porque todos merecem ouvir nossas opiniões, programas e propostas”, afirmou.
 
Propostas
Com a ausência do candidato Hélio Calixto Costa no debate, Antonio Anastasia foi sabatinado pelos próprios estudantes e professores. O governador teve a oportunidade de apresentar as propostas de seu Plano de Governo e fazer um balanço das ações dos governos Aécio/Anastasia, como, por exemplo, na área de segurança pública.

Anastasia afirmou que, mais importante que a questão repressiva, são os investimentos em prevenção, que incluem ações nas áreas sociais, como educação e geração de postos de trabalho.

“Todos os nossos esforços nos últimos anos colocaram Minas em 17º ou 18º lugar no ranking de homicídios elaborado pelo Ministério da Justiça, uma posição teoricamente razoável.  Multiplicamos por cinco o número de vagas no sistema penitenciário. Implantamos o Programa Fica Vivo! para limitar a criminalidade entre os jovens. Também temos o Programa Educacional de Resistência às Drogas nas escolas, em parceria com a Polícia Militar. Mas tudo isso será mais efetivo se tivermos mais emprego de qualidade no Estado. Porque com mais empregos e melhores salários, teremos uma redução ainda mais expressiva”, disse. 

Democratização do acesso à Justiça

O governador respondeu à pergunta de um grupo de estudantes sobre as propostas de melhoria na Defensoria Pública e democratização do acesso à Justiça.

“A Defensoria Pública no Estado passou por uma crise. Da mesma forma que outras instituições, não recebia investimentos. E houve um processo de esvaziamento. Mas ao longo dos últimos anos, a Defensoria Pública foi o órgão que teve matematicamente o seu orçamento mais aumentado no Estado. Mesmo assim, sabemos que está aquém das necessidades. E mais do que isso há a necessidade de aumentar o seu quadro de pessoal. Temos hoje 440 defensores públicos e já está autorizado desde o ano passado concurso para 150 vagas. Nossa proposta é continuar aumentando gradativamente o número de defensores”, destacou.  
 
Aprovação
Ex-colega de classe e do Centro Acadêmico, Ana Maria Amorim Rebouças disse que o governador, ainda com 19, 20 anos, já se destacava por sua inteligência e integridade. “O Anastasia sempre foi um homem de bem, honesto e de capacidade incomparável para apresentar soluções inovadoras aos problemas colocados. Sem dúvida, é o melhor para governar Minas”, defendeu.

Maria Coeli Simões Pires, professora da UFMG que conheceu Antonio Anastasia no mestrado, em 1983, e assim como ele participou da elaboração da Constituinte Mineira, falou sobre a competência do governador.

“Ele acabava de se formar naquela época e já era conhecido por seu preparo e brilhantismo. Por isso, mais que meu apoio, ele tem minha confiança. Vejo na figura dele a vontade de servir à administração pública e aos mineiros. E acredito que ele terá voos ainda mais altos, porque é jovem, determinado, generoso e político hábil e respeitado, como tem se revelado”, elogiou. 

O ex-aluno Samuel Guimarães foi à faculdade rever aquele que considera o melhor professor. “Ele impunha respeito pelo conhecimento e pontualidade, conseguia passar a matéria difícil de forma clara e bem humorada. Ninguém conversava na aula, a atenção era máxima. Conquistou nossa amizade e admiração. Sou grato por ter tido a oportunidade de ter aprendido tanto com ele. Aliás, foi o professor que nos incentivou a gostar de Direito Administrativo e de política. E é por todas as qualidades que o professor deve continuar a governar”, pontuou.
 
Carreira
Formado em Direito, Antonio Anastasia dedica-se há 26 anos à administração pública, participando da vida política de Minas. Atuou em importantes momentos da história do Estado, como a Constituinte Mineira, entre 1988 e 1989, e, desde então, sua vida profissional é dedicada à administração e à defesa dos interesses de Minas.

Antonio Anastasia foi secretário de Estado de Planejamento e Gestão, no início do Governo Aécio Neves, e foi o responsável pela implantação do Choque de Gestão, conjunto de medidas administrativas que permitiram a recuperação das finanças do Estado e a retomada dos investimentos nas áreas social e de infraestrutura.

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